BAGAGENS EM VOOS NACIONAIS: O QUE DIZEM AS COMPANHIAS AÉREAS.

A ANAC Agência Nacional de Aviação Civil aprovou mudanças nas regras para o transporte aéreo no país, permitindo que as empresas alterem suas políticas de bagagens, inclusive com a cobrança pelas malas despachadas. A medida que chegou a ficar suspensa pela justiça, foi liberada no final de abril. Com as novas regras, o limite de peso da bagagem de mão aumentou de cinco para 10 kg, para todas as companhias aéreas. A companhia LATAM começa a implementar no ultimo dia 18 Maio as mudanças em sua política de bagagens para voos nacionais e internacionais. Para voos domésticos, a franquia passa a ser de uma mala de 23 kg. Atualmente, esse já é o peso permitido, mas não há limite de volumes despachados. A franquia para voos internacionais será reduzida de duas malas de 32 kg ou para duas malas de 23 kg. A cobrança pelo excesso de bagagem também terá mudanças, com tarifas fixas por peso e por tamanho das malas. A partir do início de julho próximo, a empresa vai começar a cobrar pelas bagagens em voos domésticos e oferecer preços diferenciados para passageiros que optarem por não despachar bagagens. A partir do dia 1º de junho, a Azul vai disponibilizar tarifas mais baratas para clientes que não despacham bagagens. O passageiro que optar por essa tarifa poderá escolher pela compra ou não do serviço de bagagem despachada e, se mudar de ideia, poderá incluir os 23 kg por R$ 30. A Gol também vai oferecer, a partir de 20 de junho, uma tarifa mais barata para quem não precisar despachar bagagens. As tarifas com preço normal vão incluir uma franquia de 23 kg. Nos voos nacionais, será cobrado R$ 30 para despachar uma mala de até 23 kg. A Avianca divulgará nos próximos meses a criação de produtos tarifários customizados para melhor atender às necessidades dos diferentes perfis de clientes. [Helio L Oliveira, editor MTb 69429SP, de SP * Fotos: NOP-Fly]

AZUL: TURBULÊNCIA SOBRE CONTROLE…

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A companhia aérea Azul encerrou o primeiro trimestre deste ano com um lucro líquido de 55,3 milhões de reais, revertendo o prejuízo líquido de 66,9 milhões de reais apurado no mesmo intervalo do ano passado, segundo balanço divulgado para a imprensa especializada. A companhia divulgou projeções preliminares para 2017, sinalizando uma alta entre 1 a 2 por cento nas decolagens, além de um crescimento de 11 a 13 por cento na oferta de assentos (ASK) com a substituição de aeronaves menores pelo modelo Airbus A320neo. No primeiro trimestre desde ano a Azul [medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves – Ebitda] aumentou 36% na base anual, para R$ 562,2 milhões de reais.  O resultado financeiro ficou negativo em 156,5 milhões de reais. A Azul ainda reduziu a sua dívida líquida a 2,199 bilhões de reais, 36,8% menor em relação ao primeiro trimestre do ano passado. [Elias Marques, editor MTb 49162SP, de SP * Foto: NOP-Fly/Inflyght Aéreo]

GOL: NOVOS AVIÕES NO AR…

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Com a situação estável em termos de preço e demanda no mercado de viagens, depois de sucessivas e preocupantes quedas, a GOL Linhas Aéreas prevê a incorporação de novos aviões em sua frota. “Ainda não se vê um sinal claro de recuperação econômica, mas não há uma dinâmica de deterioração a cada trimestre em cima do anterior, como se via” – destacou Paulo Kakinoff, presidente da aérea. A frota, que irá fechar 2017 com 115 aeronaves, deve chegar a 121 em 2018 e 124 em 2019. Com o cenário econômico mais difícil nos últimos dois anos, a GOL revisou sua frota e malha de voos para se adequar ao ambiente. No último ano, a companhia se desfez de 15 aviões, devolvendo e subarrendando alguns. A redução no número de aeronaves, também caiu o número de decolagens, que foi 13,6% menor no semestre. Como consequência, a taxa de ocupação em cada aeronave aumentou em 2,1 pontos, para quase 79,6%. Elas também estão voando mais: a utilização das aeronaves subiu 16,7% no último ano, para 10,5 horas por dia. A companhia afirmou também que alguns aviões também serão reconfigurados até 2018, para suportar 5% mais passageiros. Dessa forma, a brasileira GOL conseguiu diminuir o custo unitário por passageiro. É o menor custo da América Latina e, mundialmente, atrás apenas da Ryanair e Air Asia. [Helio L Oliveira, editor MTb 69429SP, de SP – Foto: Press/GLA]

CHINA: COMAC APRESENTA SEU PRIMEIRO JATO…

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A China apresentou o seu primeiro jato para passageiros, que para muitos deve apontar um novo comercio mundial, colocando o país para se tornar um dos maiores produtores de aviões do mundo, em um mercado dominado por fabricantes ocidentais como a norte americana Boeing e a europeia Airbus.

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O avião “c919” fez um voo teste no inicio de maio a partir do aeroporto internacional de Xangai. A fabricante é a estatal COMAC Commercial Aircraft Corp. of China Ltd.. Segundo a agência de notícias oficial, Xinhua News Agency, a ideia da China é ser a quarta maior fabricante de jatos para passageiros, atrás dos Estados Unidos, Europa e Rússia. Essa meta ambiciosa ainda está longe de ser completada, cujo voo inaugural tenha sido ocorrido com vários anos de atraso.

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A companhia aérea que deve ser a primeira a operar as aeronaves é a China Eastern Airlines, onde mais de 570 encomendas já foram feitas e a expectativa é que a fabricante abasteça principalmente o mercado chinês. A Comac deverá fabricar duas aeronaves por ano até 2019 para obter a permissão total de voo.

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O avião deverá transportar passageiros apenas em 2019 por conta de aprovações e certificações. [Jean R Dierckx, de Bruxelas, Bélgica, Correspondente para a REV INFLYGHT AÉREO – BRASIL * Images: COMAC/Press/Airplane new]

EUA: companhias querem reduzir o overbooking aéreo!

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As gigantes companhias aéreas dos EUA anunciaram no Congresso local as novas mudanças para evitarem os transtornos com incidentes do conhecido “overbooking”, como nos recentes casos ocorridos com passageiros e que geraram escândalos midiáticos. As aéreas United, American, Southwest e Alaska Airlines buscam a necessidade de reduzir a venda extra de passagens disponíveis por voo, prática comum entre as companhias aéreas, sob o argumento de que muitos passageiros não comparecem. No caso do avião da United ocorrido em 9 de abril, quando o passageiro David Dao foi obrigado a sair à força de um avião que iria para Chicago, para liberar um assento para a companhia [no voo 3411], teve como um incidente “de inflexão” na posição da companhia, cuja lista de reformas aumentou de US$ 1.350 para 10.000 dólares a quantidade máxima para compensar a um passageiro que tenha que ceder seu assento em um voo com excesso de reservas. [Elias Marques, editor MTb 49162SP, de SP * Foto: Divulgação/Press