Mercado brasileiro de aviação “encolheu” em 2016, segundo a ABEAR!

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A aviação comercial brasileira encolheu no exercício de 2016. A afirmação e dados é da ABEAR Associação Brasileira das Empresas Aéreas. O mercado doméstico encolheu 5,5% no ano passado, o que representa uma perda de 7,2 milhões de passageiros. Juntas as companhias aéreas do País (Avianca, Azul, Gol e Latam), a demanda pelo transporte e o volume de passageiros transportados contabiliza 17 meses de contínua retração. “Esses resultados são reflexo direto da crise econômica no país, de uma postura de cautela com os gastos por parte do consumidor comum e do recuo das atividades das empresas” – destacou Eduardo Sanovicz, presidente da ABEAR, em coletiva de imprensa. Nos últimos quatro meses do ano passado o mercado entrou em processo de “pouso suave”, reduzindo a velocidade da queda. Mas isso não se deu pelo aumento de passageiros, mas sim por ajustes na oferta.“Isso reforça a urgência da implantação da agenda de correção de distorções do setor e de retomada do crescimento. É preciso avançar com a diminuição dos custos do setor: a revisão da precificação do combustível de aviação e a tributação do ICMS nos voos domésticos” – concluiu. As companhias aéreas brasileiras devolveram mais de 50 aeronaves em 2016, reduzindo cerca de 10% da frota que estava disponível no País. Ao voar com aviões mais cheios, a oferta de assentos passa a ser reduzida. Com os ajustes na frota, o fator de aproveitamento dos voos (relação entre oferta e demanda) teve alta de apenas 0,23%, fechando o ano em 80,14% de ocupação (de assentos nas aeronaves). No período de janeiro a dezembro de 2016, na comparação com o mesmo intervalo de 2015, a aviação doméstica brasileira registrou retração na demanda de 5,47%, diminuição na oferta de 5,74% e um total de viagens 7,45% mais baixo. De acordo com a Associação, as quatro principais companhias do Brasil transportaram 87,6 milhões de passageiros no mercado doméstico no ano passado, menor volume desde 2012.

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Companhias no mercado doméstico em 2016

A Gol foi a companhia que mais transportou passageiros no mercado doméstico. Ao todo, a empresa embarcou 30.274.074 ocupantes no ano passado, o que representa 36,25% do mercado. Em seguida ficou a Latam, com 35,01% de participação, à frente de Azul, com 17,19%, e Avianca, que deteve 11,55%. Já a Avianca foi a única que teve aumento no volume de passageiros em relação a 2015, com alta de 14,45% – a empresa transportou 9.203.011 passageiros no ano passado. Já a Gol, apesar de liderar o mercado doméstico, sofreu a maior diminuição do setor, de 13,63% – uma perda de quase 5 milhões de passageiros. Já a Latam e Azul caíram 8,66% e 3,55%.

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Mercado internacional

Para o transporte internacional de passageiros, o consolidado dos últimos 12 meses de 2016 registrou retração da oferta de 3,09%, para uma demanda 0,21% inferior. Já o aproveitamento dos voos foi 2,42% melhor, com ocupação de 83,78%. Já o volume de viagens teve crescimento de 2,54%, chegando a um total próximo de 7,5 milhões de passageiros embarcados no ano.

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[Elias Marques, editor MTb 49162SP, de SP * Fotos: NOP-Fly/Inflyght Aéreo]

Embraer prepara o lançamento do jato E195-E2

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O primeiro jato Embraer “E195-E2”, o maior da nova série “E-Jets 2”, está na fase final de montagem na fábrica em São José dos Campos. Segundo a fabricante brasileira a aeronave será apresentada ainda no primeiro semestre desde ano e o primeiro voo está programado para acontecer após a segunda metade do ano. O novo modelo da série E2 se destaca com mais de 3 m de comprimento (de 38,65 m para 41,5 m) quando comparado com o atual “E195” (em operação desde 2006). Com esse porte, o E195-E2 será o maior avião já produzido no Brasil: são 60.700 kg do E195-E2. O modelo também é o mais largo do Brasil, com envergadura de 35,1 m. O jato tem novos motores: o Pratt & Whitney PW1900G [mais potente e com menor consumo de combustível].De acordo com a Embraer a aeronave terá alcance de 4.537 km transportando 132 passageiros [em classe única]. A velocidade máxima será igual a do E190-E2, que é de 870 km/h. A estreia comercial é prevista para 2019. [Helio L Oliveira * Editor MTb 69429SP, de SP * Foto: Embraer/Comunicação]

Maior fabricante de turboélices do mundo fatura menos em 2016!

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A fabricante franco-italiana ATR anunciou a queda de 9,1% nas entregas em 2016, devido a menor  demanda por aeronaves regionais diante do enfraquecimento da economia global. Em 2015 foram entregues 88 aeronaves e no mesmo período do ano passado foram apenas 80 unidades, sendo o primeiro recuo desde os pedidos do ano de 2010. A maior fabricante mundial de aviões turboélices do mundo confirmou também que as encomendas de novos ATR´s caíram mais de 50%, para 36, o menor nível desde 2009 e aprofundando a desaceleração iniciada em 2015. A carteira de pedidos caiu 18 por cento, para 212 aeronaves, suficiente para apenas três anos de produção. “O segmento de aeronaves menores tem a tendência de reagir mais violentamente a flutuações dos mercados” – confirmou em nota para a imprensa, o presidente-executivo da ATR, Christian Scherer. O executivo destacou que alguns clientes adiaram suas entregas, cujo momento de ciclo do setor é de extrema baixa pelos turboélices. A receita da ATR [que é controlada pelas empresas Airbus e Leonardo], encolheu cerca de 10,5%. [Jean R Dierckx, de Bruxelas, Bélgica – Para a REVISTA INFLYGHT AÉREO BRASIL * Image: ATR/Press]