GOL: aponta lucro, mas… Desafios a vencer ainda!

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A companhia aérea anunciou o seu primeiro lucro líquido desde o último trimestre de 2011, mas ainda não está satisfeita com o resultado. O presidente Paulo Kakinoff destaca o primeiro resultado positivo das mudanças que começaram a ser colocadas em prática desde a metade do ano passado. A GOL obteve lucro líquido de R$ 757 milhões no período, revertendo prejuízo de R$ 672,7 milhões no primeiro trimestre de 2015. No entanto, a empresa considera que ainda há muito trabalho pela frente. Em 2016, a aérea tem planos para reduzir ainda mais as ofertas de assentos, decolagens, frota e custos operacionais, para economizar até R$ 300 milhões. “A reviravolta na economia brasileira só deverá vir em dois anos ou até mais. Ainda precisamos trabalhar para mudar nossa liquidez e estrutura de capital” – completou o executivo. A dívida bruta da companhia aérea caiu de R$ 9,3 bilhões no último trimestre de 2015 para R$ 7,9 bilhões. A empresa passou os últimos trimestres reduzindo o tamanho da sua frota, para se adequar ao momento atual brasileiro. O número de assentos oferecidos no primeiro trimestre do ano caiu 5,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior – a redução de todo o mercado doméstico foi de 2,9%. Até o fim de 2016, o corte será de 5% a 8%. Hoje ela tem 143 aeronaves Boeing e deve diminuir a frota em 15% até o fim do ano, suspendeu 8 destinos internacionais como Miami, Orlando, Aruba e Caracas. Devolveu 6 aeronaves que estavam em arrendamento e vendeu os direitos de receber 3 Boeing em 2016, que iriam substituir aviões que sairiam de sua frota. “A GOL se manteve para reduzir a oferta de assentos nesse cenário difícil” – finalizou Kakinoff. Não há planos para receber novos aviões até 2018. [Elias Marques, editor MTb 49162SP, de SP * Foto: NOP-Fly]

 

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Cai a demanda por voos no País!

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A demanda por voos domésticos no Brasil caiu 12,2% em abril/2016 quando comparado com o mesmo período de 2015, acelerando o ciclo de nove quedas seguidas, afirmou a associação de companhias aéreas, ABEAR. Segundo a entidade, o recuo na demanda em abril foi o mais intenso desde fevereiro de 2013. Enquanto isso, a procura por voos internacionais seguiu em queda iniciada em março/2016. A oferta de voos caiu em um ritmo menos intenso em abril, recuando 10,3% sobre um ano antes, o que fez a taxa de ocupação das aeronaves cair 1,73 ponto percentual, para 79,30%. A ABEAR afirmou que em abril o setor registrou 6,8 milhões de viagens domésticas, 12% abaixo do verificado um ano antes. A entidade posicionou ainda que esse foi o mais fraco volume de passageiros para um mês de abril desde 2012.

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A LATAM terminou abril com participação de 36,85% no mercado doméstico ante 37,2% em março e 36,87% em abril de 2015. A GOL teve fatia de 33,88% ante 32,9% no mês anterior e 36,81% em abril do ano passado. A companhia aérea Azul registrou participação de 17,49% ante 16,97% no ano passado e a Avianca teve fatia de 11,77 ante 9,34% na comparação anual. A oferta internacional, porém, caiu mais do que a demanda, recuando 6,8% sobre um ano antes, o que fez a taxa de ocupação dos aviões subir 2,7 pontos percentuais, para 81,41%. O transporte internacional em abril teve queda de 3,6% sobre um ano antes, o segundo recuo consecutivo do tipo após período de dois anos de alta. [Elias Marques, editor MTb 49162SP, de SP * Foto: NOP-Fly]

Pilotos brasileiros: voando para a Ásia…

France Plane Crash

Os dados são do Sindicato Nacional dos Aeronautas: mais de 1,2 mil brasileiros estão voando no exterior, um número que tende a crescer com acentuada e forte crise brasileira. Enquanto as empresas aéreas nacionais estão brasileiras dispensando os seus pilotos, as empresas estrangeiras vêm até o Brasil para recrutar os novos aviadores. Este não é o caminho natural na carreira de um piloto, mas a proposta financeira das principais companhias aéreas asiáticas é muito atrativa. Com a crise, muitos pilotos foram dispensados. Quem não consegue voltar para a aviação comercial se vê sujeito a mudar com toda a família para o outro lado do mundo – na alternativa de procurar emprego no exterior. Diferente, a aviação global vive um dos melhores momentos da história e há várias vagas para o segmento. Com a desvalorização do real, os salários em dólar também ficaram mais atrativos. Os maiores salários são oferecidos pelas empresas aéreas chinesas, que chegam a pagar US$ 27 mil por mês para um comandante. No Brasil, um comandante experiente de rotas internacionais, no topo da carreira, tem um ordenado por volta de R$ 36 mil. No Oriente Médio, os benefícios são atrativos: os pilotos têm direito a casa, carro, plano de saúde e escola para os filhos até os 21 anos. [Helio L Oliveira, editor MTb 69429SP, de SP * Foto: Press]