BRASIL: o perigo dos balões nos ares…

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O CENIPA Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos recebeu notificações de avistamentos de balões nas proximidades de aeródromos do RJ [com 90 interferências] e SP [com mais de 190] durante o ano de 2015. Em 2012 foram 143 registros. Isto sem levar em conta aquelas notificações que não chegam ao conhecimento do órgão de prevenção, porque simplesmente não são notificadas. A maioria dos relatos é de pessoas que despertaram para a consciência de segurança de voo no compromisso com a vida. Com a Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9605/98), soltar balões de ar quente tornou-se uma prática proibida no Brasil, com pena de três anos de prisão e multa de até R$ 5,5 mil reais, por balão apreendido. No entanto, a medida não tem sido eficaz para afugentar  baloeiros do espaço aéreo. Com a intenção de burlar a lei, eles buscaram a alternativa do chamado balão ecológico, feito de material biodegradável, que ganha às alturas por meio do calor solar. Porém, esse tipo de artefato polui o céu e representa um risco à aviação.Longe de confundir com o esporte de balonismo, que além de ser controlado, segue todas as regras de segurança.

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O chefe do CENIPA, Brigadeiro do Ar Luís Roberto do Carmo Lourenço, explica que os balões denominados ecologicamente corretos ainda mantêm a não controlabilidade como o aspecto mais negativo. “Livre das amarras que o prendem ao solo, esse artefato não controlável é ameaça permanente às aeronaves que cruzam o espaço aéreo brasileiro. O risco da atividade baloeira é real. É nosso dever zelar pela segurança operacional da aviação” – declarou o Brigadeiro Lourenço. Um balão não tripulado pode voar aproximadamente a 17 mil pés, o equivalente a cinco mil metros de altura, afirmam os especialistas. Nesse nível, as aeronaves operam em velocidades de 270 a 450 quilômetros por hora. No caso de haver uma colisão no espaço aéreo com um balão de 10 km, a força do impacto pode chegar a 2,6 toneladas. A turbina da aeronave também pode ingerir partes desses artefatos ou acessórios e causar desde o apagamento de motor até um incêndio. [Helio L Oliveira, editor MTb 69429SP, de SP * Fotos: NOP-Fly/Divulgação]