Grupo LATAM: vai investir em “Hub” no nordeste brasileiro.

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O Grupo LATAM [TAM/LAN do Chile] vai investir na empresa aérea TAM onde adicionará US$ 1,5 bilhões na criação de um Hub (centro de distribuição de voos) na região Nordeste. Entre as cidades estão Recife, Fortaleza e Natal. O estudo foi apresentado pela Latam para autoridades do Governo Federal. Em dois anos, o centro de conexões da Latam no Nordeste poderá movimentar 1,1 milhão de passageiros em voos de longa distância e cerca de 1,2 milhão nos voos curtos. A cada dólar investido pela Latam, outros US$ 5,2 a US$ 5,8 serão aportados em novas atividades econômicas. “A avaliação do impacto econômico para a implementação do hub no Nordeste demonstra que estamos no caminho certo em acreditar no potencial de desenvolvimento do Nordeste do Brasil.

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Os números apresentados são bastante promissores e reforçam nossa confiança no projeto”, afirmou a presidente da companhia brasileira, Claudia Sender, da TAM. O plano da Latam é montar na região um centro de conexões, com foco especial em voos para a Europa, rota favorecida pela localização da região. A empresa já mantém outros “hub´s” no Brasil nos aeroportos de Guarulhos e Brasília, no DF. [Helio L Oliveira, editor MTb 69429SP, de SP – Foto: NOP-Fly/Inflyght Aéreo]

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Aviação Comercial brasileira: um “amargo” ano de 2015

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A aviação comercial brasileira deve ter o pior déficit de sua história no encerramento deste ano de 2015. O prejuízo deve ser superior a R$ 7,3 bilhões, de acordo com a ABEAR Associação Brasileira das Empresas Aéreas. O valor é equivalente à soma dos resultados líquidos negativos registrados em três anos consecutivos pelo transporte aéreo (2011 a 2013), ou R$ 7,4 bilhões, segundo dados da ANAC Agência Nacional de Aviação Civil.

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O déficit está sendo impulsionado pela alta do dólar e pelo aumento de custos de 24% previsto para este ano, enquanto a receita deve crescer bem menos, ou 3,7%. “Com esse cenário projetamos em risco uma década de conquistas, pois saltamos de um patamar de 30 milhões para 100 milhões de passageiros, mas com várias situações a serem desencravada pelo Governo” – destacou o presidente da Associação, Eduardo Sanovicz. Para 2016, as projeções também indicam um forte déficit.

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“Com o câmbio nesse valor, não é admissível trabalhar com custos muito acima da média mundial, como é o caso do combustível”, completou o executivo. O déficit então deve ser de até R$ 12,2 bilhões, caso a cotação do dólar fique em torno de R$ 4,44. Se a moeda americana for cotada na casa dos R$ 3,88, as perdas poderão se situar em R$ 11,4 bilhões. Lembrando que, até agosto, a cotação do dólar acumula valorização de 55% na comparação anual. “Cerca de 60% dos custos da aviação são dolarizados” – finalizou Sanovicz.

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O executivo afirmou que o cenário precisa ser enfrentado com maturidade, caso contrário os passageiros voltarão ao transporte rodoviário. [Helio L Oliveira, editor MTb 69429SP, de SP – Foto: Inflyght Aéreo/NOP-Fly]